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17 de dezembro de 2011

Top 10 Lisboa - Castelo e Mosteiro

Fim de ano chegando e todo mundo adora fazer uma lista para classificar qualquer coisa. Eu detesto listas. Mas, em se tratando de viagens, dependendo do tempo que você for ficar em um país, é bom selecionar bem os lugares a serem visitados. Fazendo uma baita arrumação na minha estante, achei o guia que usei durante a viagem para Lisboa. Chama-se "Top 10 Lisbon". Apesar do nome, garanto que é bem completo. 

Claro que ele não se chama "Top 10" por nada. Ele começa listando os 10 lugares imperdíveis da capital portuguesa. Foram eles que eu priorizei na hora de fazer os roteiros. 

A primeira dica é o Castelo de São Jorge. 

Lembram que eu demorei a vida para chegar lá? Pois bem. Essa aí do lado sou eu, exausta, contemplando Lisboa lá de cima. Tudo bem que eu queria mesmo era esticar minhas pernas depois de subir um sem número de ladeiras, mas já que eu estava ali tinha que aproveitar o lindo visual. Arrependo-me de não ter ido pela manhã, pois pela extensão do visual, com sol as fotos ficariam lindas. Mas foi o que deu, né?

Se você é devoto de São Jorge fique atento a uma imagem do santo, pequena, que fica logo na entrada do castelo, do lado de fora. Repare que São Jorge não está no cavalo e muito menos matando o dragão. Curioso. 

Na Torre de Ulisses há várias "janelas" onde se pode ver a cidade toda. Por lá, em 1779, foi colocado o primeiro observatório de Lisboa. A melhor coisa desse passeio é imaginar como viviam os reis e rainhas naquele tempo, naquelas paredes de pedra, grandiosas. Há até um fosso e você pode se sentir uma princesa ou um príncipe, vencendo distâncias para conhecer seu cavaleiro encantando ou tomar o trono. Importante: são muitas as escadas. Portanto, disposição!
                
                                                                  ****

A segunda recomendação do guia é o Mosteiro dos Jerónimos.  

Pra mim, o lugar mais bonito de Lisboa. Já falei dele aqui inúmeras vezes. Este é "o" passeio a ser feito. Até porque, logo ao lado, há os mais deliciosos pastéis de Belém do mundo! Na fotinha à direita a igreja do mosteiro e sua nave portentosa. Um lugar lindo. Como o Mosteiro é um dos pontos turísticos mais importantes de Lisboa, pense duas vezes antes de visita-lo nos fins de semana. Se for inevitável, encare os muitos grupos de estudantes e turistas que param por lá.

Este monastério foi construído no começo do século XVI por Diogo de Boytac e finalizado por Jerónimo de Ruão. Historiadores consideram a construção uma homenagem à expansão territorial de Portugal à época. Uma curiosidade: as tumbas de Dom Sebastião e do cardeal Dom Henrique estão lá. Porém a de Dom Sebastião está vazia, uma vez que nunca acharam seu corpo após a batalha de Alcácer-Quivir. Mas sobre Dom Sebastião falo no próximo post.

Interior do Mosteiro
Foto: Nara Franco



10 de julho de 2011

Igreja de Santo Antônio da Sé

Foto: Wikipedia
Sou devota de Santo Antonio. Minha família toda é. Saí do Rio já com a obrigação de levar para minha mãe algum souvenir do santo a quem todos nós pedimos apoio quando as coisas apertam. Em Lisboa não é difícil ver citações a Santo Antonio, mesmo sendo ele de Pádua, na Itália. Mas esse já é outro papo. 

Hoje, resolvi pegar meu caderno de viagem (até então estava escrevendo tudo de cabeça) e lembrei que na complicada subida até o Castelo de São Jorge, acabei visitando a Igreja de Santo Antonio da Sé. 

Ela fica muito perto da Sé. Muito mesmo. Super simples, nada grandiosa ou chamativa. Mas esconde um tesouro, que infelizmente não se pode fotografar.

Reza a lenda, amigos, que ali ficava a casa onde Santo Antonio nasceu. O local ficava perto da muralha que protegia a cidade na época da idade média. A igreja é muito simples, muito pequena e muito silenciosa. Há um pequeno museu dedicado ao santo, que merecia do governo português uma homenagem digna de sua popularidade. Afinal, Santo Antonio é um dos santos mais populares do mundo e o museu é micro.

A cripta com entrada pela sacristia é tudo o que resta da igreja original que foi destruída pelo terremoto de 1755. Só para lembrar: tudo ou quase em Lisboa tudo foi refeito depois dessa tragédia. A nova igreja foi iniciada dois anos em 1757 sob a direção de Mateus Vicente, arquitecto da Basílica da Estrela. Um dado curioso: a Igreja foi parcialmente paga pelas crianças que pediam "um tostãozinho para o Santo António". 
 
A estátua do Santo que fica em frente à igreja foi abençoada pelo Papa João Paulo II durante uma visita ao país em 1982. Em 1995, a igreja foi renovada para o aniversário de 800 anos do santo. 
 
Serviço:
Endereço: Rua das Pedras Negras 1
De metrô: linhas verde ou azul na estação Baixa/Rossio


4 de fevereiro de 2011

Baixa - Castelo de S.Jorge

Comecei meu passeio em Lisboa mais precisamente na Rua das Portas de Santo Antão, local repleto de restaurantes para turistas. Evite. É chato passar por lá e ficar ouvindo aqueles caras na porta perguntando se você é brasileiro, italiano ou inglês, oferecendo comidas típicas como se você nunca tivesse visto uma posta de bacalhau na vida.

Apesar de ali estar o Gambrinus, restaurante de frutos do mar recomendado em todos os Guias que li sobre Lisboa. De repente tem até uma ótima comida, mas não é um local onde você verá gente bonita. Local tradicional que pode valer como estudo antropológico e patrulhamento estético. Para quem não sabe ... patrulhamento estético é basicamente falar mal das roupas dos outros.

Voltando ao Gambrinus ... mesmo recomendado saltei fora do lugar. Achei nojento. Nada contra esse restaurante específico, mas é comum na cidade a exibição nas vitrines dos restaurantes de peças de carne e pescados. Tudo cru. Tudo enorme. Tudo um nojo.


Castelo visto da Praça da Figueira
Foto: Nara Franco

Meu destino neste primeiro passeio era o Castelo de São Jorge que já na Praça da Figueira podia ser admirado. em todo o seu esplendor. Aberto ao público 365 dias por ano, o Castelo de São Jorge oferece ao visitante uma ampla e linda vista da cidade. 

Depois de me perder pelas ruas de Alfama (e isso não é uma letra de fado!), acabei chegando lá no fim da tarde. Não recomendo. Melhor visita-lo pela manhã. Há jardins, mirantes, um belo café. Acredito que num belo dia de sol e com mais tempo o passeio renda mais.

A história do Castelo remonta à fundação da cidade de Lisboa. Construído pelos muçulmanos em meados do século XI, a fortificação integrava o complexo da alcáçova islâmica de Lisboa, constituída pelo castelo (com uma função exclusivamente de defesa), pela zona palatina (paço do alcaide mouro) e por uma zona residencial para altos dignatários da administração.

Após a conquista de Lisboa, em 25 de Outubro de 1147, por D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, até ao início do séc. XVI, o Castelo de S. Jorge conheceu o seu período áureo. Transformado em Paço Real pelos reis de Portugal, ampliaram-se e adaptaram-se os espaços antigos, construíram-se outros novos, instalou-se o Rei, a Corte e o arquivo régio numa das torres do castelo, receberam-se personagens ilustres nacionais e estrangeiras, realizaram-se festas e aclamaram-se Reis (tudo isso segundo o site Visit Lisboa - www.visitlisboa.com). 

Uma vez lá, veja a estátua de D.Afonso Henriques, que fica logo na entrada. Aproveite para tomar um café (que em Portugal custa menos de 1 euro!) no Café do Castelo. Há por lá ainda um sofisticado restaurante de comida portuguesa chamado Casa do Leão. Como não fui, não emitirei opinião. Mas se você tiver interesse o contato para reservas é +351 218 880 154. E-mail: reservas.restaurantes@pousadas.pt.

Pelas ruas de Alfama com a
língua no pé!
As opções de "lazer" no Castelo são poucas. Como não sou muito fã de arqueologia e ruínas e ainda por cima cheguei lá botando os bofes para fora, não considerei a visita na categoria “essencial”. É bonito? Sim. Pela vista quase panorâmica da cidade, pelos pavões correndo pelo jardim e pelo prazer de estar de fato em algo que foi num passado distante um castelo (ou o que sobrou dele) como aqueles que vemos em filmes sobre os tempos medievais.
E só, tá?


Serviço!
A entrada custa 7 euros. Estudantes e maiores de 65 anos pagam 3,50. Crianças até 10 anos não pagam. Atenção para o horário que muda de acordo com a estação do ano: de 1º novembro a 28 fevereiro das 9h as 18h00; de 1º de março a 31 outubro de 9h às 20h. A
Última entrada é permitida até 30 minutos antes do horário de encerramento.