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12 de setembro de 2012

Roma, recapitulando ....

Já que estamos há um tempo sem falar de Roma, resolvi fazer um flashback sobre o que pode ser um bom roteiro pela cidade e algumas dicas. No primeiro dia, dedique-se a um passeio pelo Centro até chegar a Piazza Navona. No caminho você já vai ver pontos turísticos interessantes da cidade.

Refresque-se nas fontes da cidade como eu fiz (na foto ao lado), porque os dias de calor em Roma são dignos dos dias de calor do Rio. Caminhe com calma pela Via Margutta e aprecie as obras de arte expostas nos antiquários de lá. Vá descendo a Via del Corso até a Piazza della Rotonda e conheça o Pantheon. Na Piazza Navona, aprecie os artistas de rua - pintores, cantores, músicos - e tome um gelato. Se preferir, uma cerveja ou um vinho. Não na praça, mas nas vielas e pequenas ruas que circulam a praça.

No dia dois, hora de visitar Roma Antiga. Comece pelo Coliseu. Lindo, grandioso. Compre os ingressos com antecedência, na web, pois as filas são enormes. De lá, Via dei Fori Imperiale até a Via Cavour. Bateu fome?

Bisteca com batatinha coradas. Delícia!

Da Via Cavour fui até a Fontana di Trevi, de metrô. Rapidinho, rapidinho. 

Em dois dias você já terá visitado os principais pontos turísticos de Roma. Mas antes de chegar à Fontana, dei um pulo num lugar muito especial e diferente de Roma, que conto no próximo post.


23 de julho de 2012

Pantheon II

O Pantheon romano foi o primeiro prédio histórico da capital italiana que me tirou o fôlego. Também conhecido como Panteão de Agripa, é o único edifício construído na época greco-romana que, atualmente, se encontra em perfeito estado de conservação.

Quando o imperador bizantino Focas deu um templo pagão ao papa Bonifácio 4 no ano de 608, sem querer garantiu que esta maravilha da Roma Antiga fosse preservada como a igreja cristã de Santa Maria dos Mártires. A entrada é gratuita e em alta temporada você terá de dividir espaco com muita gente. Ele está no meio da Piazza della Rotonda e logo a sua frente, para variar um pouco, há uma fonte, a Fonte do Pantheon. Giacomo della Porta desenhou a base da fonte esculpido por Leonardo Sormani em 1575. Esse local é cercado por bares e restaurantes do tipo "pega turista". Só recomendo sentar em um deles se voce estiver muito cansado. Procure sempre para comer os locais entre os becos e vielas dessas grandes piazzas. Sempre são mais interessantes.

Foto: Nara Franco
Voltando um pouco à história, o prédio original foi construído em 27 A.C e destruído por um incêndio em 80 D.C., sendo totalmente reconstruído no ano de 125 durante o reinado do imperador Adriano. Diz a lenda que o prédio atual nasceu do desejo deste imperador de fundar um templo dedicado a todos os deuses, num gesto que abarcasse os novos povos sob a dominação do Império Romano.

Apesar do grande número de turistas deve-se fazer silencio no local. O Pantheon merece ser apreciado pela sua grandeza e beleza. O edifício tem um pórtico com três filas de colunas (8 colunas na fila frontal, 16 ao todo). Sao todas originais, exceto as tres da esquerda que datam do seculo 17. Lá dentro, da base da rotunda até ao óculo, são 43 metros - a mesma medida do raio do círculo da base - o que significa que o espaço da cúpula se inscreve no interior de um cubo imaginário.

Aproveite um dia de chuva para ir ao Pantheon ver a água cair pelo óculo, espalhar-se no piso de mármore e escorrer pelas canaletas. Nele, entra a luz que ilumina o local, que por dentro é bem um pouco escuro. No entanto, é permitido fotografar. Admire ainda a cúpula, a mais larga feita de tijolos de toda a Europa. As paredes, com 6,2 metros de ESPESSURA, têm arcos internos de tijolos que ajudam a distribuir o peso do teto e a diminuir a pressao sobre elas.

Mas o Pantheon não é famoso apenas por sua arquitetura. Ali estao enterrados os pintores Rafael e Annibale Carracci , o arquiteto Baldassare Peruzzi, além de dois reis da Itália: Vítor Emanuel II e Humberto I. Nao é preciso dizer que os túmulos reais têm toda pompa que um monarca merece.

Detalhe da Fonte em frente
ao Pantheon
A região tem outras atrações importantes da cidade. A igreja de Santa Maria sopra Minerva (única igreja gótica de Roma); a Galleria Doria Pamphilj (na Via del Corso 305); Ara Pacis; a igreja de Sant'Ignazio di Loyola; as colunas de Marco Aurelio; o Mausoléu de Augusto; a Piaza di Sant'Ignacio; o Obelisco do Elefante e a Piazza della Rotonda.

21 de julho de 2012

Pantheon

De uma Piazza para a outra, lá fui eu descendo a Via del Corso com destino a um dos locais mais atrativos de Roma. Lembrando: saí da Piazza del Popolo. Dela iniciam tres ruas importantes da cidade: a Via del Babuíno (onde voce chegará a Piazza di Spagna), a Via del Corso (onde voce chegará até o Coliseu, caso você queira brincar de ser camelo) e a Via dei Ripetta (que termina ali pelo Maosoleo de Augusto). Essa é a "meiuca" de Roma. Como diria minha mãe, "o tititi". Onde estão pontos tuísticos, loja, bares e restaurantes. As linhas do metrô, por aqui são periféricas. A mais próxima é Spagna. Tem que andar mesmo. 

Turistas registram o vai e vem da
Via del Corso

Desci a Via del Corso com destino a Piazza Navona contemplando a elegância dos homens italianos, sempre metidos em ternos bem cortados, barbas super aparadas e cabelos com gel. Do guarda ao executivo, todos estão arrumadérrimos. E todos são lindos. Impressiona. A Via é tão movimentada que alguns trechos são fechados ao trânsito e são muitas as lojas de roupa (que não me chamaram a atenção), souvenirs, maquiagem, sapatos, eletrônicos ... Na alta temporada o número de pessoas subindo e desçendo as ruas é bem grande, assim como o de policiais de olho na multidão. 

Muita atenção aos batedores de carteira!!! Eles são ágeis e aproveitam o empurra-empurra para agir. 

Mas eis que no meio do caminho, desse turbilhão de gente indo e vindo, de muito sol (a essa altura eu já tinha até comprado um chapéu!), abri o guia e me dei conta que estava ao lado de um marco importantíssimo da cidade, o Pantheon. Entrei a esquerda na Via di Pietra, segui pela Via dei Pastini e voilá... O Pantheon!

Fachada do Pantheon
Foto: Nara Franco