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19 de setembro de 2011

Parque das Nações

Acordei cedo. Há dias nas férias em que temos que fazer esse sacrifício pois o passeio adiante compensa qualquer coisa. Segui para a estação do metrô rumo ao Oriente (linha vermelha). Um dia de lindo céu azul e um frio medonho. Depois da burrada do dia anterior, enfim vi o Parque das Nações em seu esplendor. 

Não pense no parque como um parque. Na verdade, são poucas as áreas verdes por ali. O que mais chama a atenção é a modernidade do lugar. Ali, como já disse em outros posts, Lisboa se transforma. O site é lindo e super completo, mas nele vocês não têm minhas impressões sobre o lugar, né?

A primeira atração do parque é a própria estação Oriente. Espere para vê-la à noite. Funciona 24 horas e é uma aula para arquitetos. Logo ao chegar ao parque, assim que sair do shopping, pare em um quiosque logo a sua frente e pegue os mapas para andar com mais propriedade pelo local. O parque é muito grande e requer um mínimo de planejamento. 

O segundo ponto de destaque é o Parque de Exposições, obras dos A. Barreiros Ferreira e A. França Dória. Anualmente o local recebe uma média de 40 eventos. Você passa ali pela frente, tira uma fotinha e está visto o prédio, que não chega a ser um prédio, mas um espaço para feiras, quase uma super tenda. 

Mas vai que o seu grande barato é a brisa do rio e barcos? Corre logo para a Marina do Parque das Nações. Dali e de quase toda a extensão do parque, vê-se o Tejo, azul, azul. Lindo. A marina recebe embarcações de até 25m e cruzeiros ou mega iates de até 230m.
É importante pólo de turismo náutico no Parque e da cidade de Lisboa. Funciona de 9h às 20h. Quando eu fui, ventava uma barbaridade, o que tornou o passeio meio chato, mas fiquei pensando em como seria agradável estar ali no verão. Quase não tinha barcos. Ah! Uma boa dica antes de ir ao parque é conferir o tempo. Com chuva o Parque é programa furado. Com muito frio também. Por isso, vá pela manhã e tire o dia para passear por lá. 




E os grelos?

Prometi falar da bacalhau e fui para a cerveja. Nada assim tão distante, mas tinha esquecido o que me fez parar no prato típico de Portugal. Por lá, há muitas especialidades feitas com grelos. Se o seu marido for um desses piadistas frustrados, seu almoço vai ser um inferno. Ou se você tem aquele amigo meio bobão, casado com uma moça pudica (se é que elas ainda existem), mostrar as fotos da viagem e detalhar os pratos, vai ficar complicado. 

Mas é um prato típico poruguês. Então, prepare-se. Um grelo (ou o plural grelos) é um nome genérico para uma espécie de planta muito parecida com um nabo ou couve. É comestível enquanto está tenro (por favor, sem trocadilhos!). Quando a flor desabrocha o grelo endurece e já não é possível o seu consumo, pois não amolece quando cozido. 

Receitas de bacalhau com grelos têm muitas. Caso você não vá viajar por agora e queira trazer um pouco da terrinha para o Brasil, aqui vai um site que pode ajuda-lo: Petisco.com. Só não sei onde vende (e se vende) no Rio de Janeiro esse produto. Talvez na Cadeg aqui no Rio de Janeiro. 

Voltando um pouco ao bacalhau que comi: de chorar. A carne é macia, macia, macia. Uma delícia. Mesmo carregada no azeite e no alho, o sabor desmancha na boca. Um show. 

Saí do shopping feliz e voltei para o hotel cansada da aventura. Era hora de um banho quente e de planejar a visita ao Parque das Nações, um dos pontos turísticos mais disputados e bonitos de Lisboa.

Sagres

Pausa na viagem para falarmos de cerveja. Mesmo viajando no frio, dá para fazer uma pausa e curtir uma loira gelada em qualquer canto do planeta. Talvez na Rússia ou Canadá, lugares realmente gelador, esse prazer fique assim meio de lado diante de termômetros absurdamente negativos. Mas em Lisboa é difícil congelar a esse ponto. Claro que uma boa taça de vinho prevalece, mas nunca é de todo mal experimentar a cerveja local. 

No caso de Portugal, o legítimo produto nacional é a Sagres. Na Cervejaria Trindade, por exemplo, você pode experimenta-la em vários tamanhos. É bem gostosa. Leve, com aquele gostinho forte, mas não amargo. Em Portugal, não deixe de apreciar um bom copo de Sagres, tá?

A boa notícia é que a marca, quarta em vendas do grupo Heineken na Europa, está chegando ao Brasil a partir do ano que vem pela Sociedade Central de Cerveja e Bebida (SCC). A estratégia da empresa é chegar por cá bem devagar, via Nordeste e Rio de Janeiro. Vejam que proposta ousada: os executivos da SCC querem brigar com a Ambev. Melhor pra nós, não? 

Para mim, que sou apreciadora de cerveja, notícias como essa sempre animam. 

;)

31 de agosto de 2011

Centro Comercial Vasco da Gama

Depois da burrice monumental de chegar a um lugar como o Parque das Nações às 17h, tive que entregar os pontos e partir para o shopping que fica entre a Estação Oriente e o Parque em sim. O Centro Comercial Vasco da Gama é bem moderno, todo em vidro, super limpo e no frio que fazia, bem aconchegante. Confesso que este foi o único shopping que vi em toda a cidade. O que para mim é um luxo pois detesto shoppings. Não sou muito de comprar. Ainda mais em Euro!

Centro Comercial Vasco da Gama
Foto: Nara Franco
Aos leitores que curtem umas comprinhas vou ficar devendo dicas. Mas como a passagem até o Parque passa necessariamente pelo shopping, se você estiver de bobeira ou quiser tomar um café, não custa dar uma olhada nas vitrines. Tem a Zara, FNAC, Nike, umas lojas de decoração locais com produtos lindíssimos, cinemas e praça de alimentação. 

Como estava faminta depois de um dia inteiro perambulando pela cidade, fugi da praça de alimentação e corri para o segundo piso onde há pubs e cervejarias. Escolhi a Portugália. Passava um jogo na TV, fazia um frio besta, só havia uns quatro clientes no bar, mas foi ali mesmo que estiquei as canelas. Pedi logo uma Sagres, a cerveja local. Desceu linda. De entrada tremoços. Como prato principal, Bacalhau com grelos salteados. 

Confesso que o susto foi grande, mas o garçom - brasileiro explicou exatamente o que era. Aesra de toda aquela cara de que ia dar errado, deu certo. O bacalhau estava divinho, diviníssimo. Dele falarei no próximo post. 

2 de agosto de 2011

Estação Oriente

Foto: Nara Franco



Todo turista tem um dia de extrema burrice durante uma viagem. Em geral, você come no pior restaurante pelo maior preço ou anda horrores para chegar a um lugar péssimo. O meu, claro, não poderia ter sido diferente. Saí do Museu do Azulejo toda crente. Meu próximo destino era o Parque das Nações, que no guia dizia ser assim .. impensável não ir. Pelo adiantado da hora imaginei que daria tempo. Afinal, o Parque era uma espécie de conglomerado de atividades. 

Depois de horas tentando entender qual ônibus pegar, subi no que achei ser o certo. Na verdade, era o certo. Mas o que eu andei. Nossa .. acho que peguei o pior circular de todos os tempos. Contei tantos pontos e ficava rezando para a bolota maior que dizia "Oriente" chegasse mais rápido. Por um lado, tentando ser bem otimista, passei por uma Lisboa que não vemos nos guias. Uma Lisboa sem paisagem, quase como uma Barra da Tijuca. Muitos prédios residenciais, pouco comércio, algumas escolas. Falando nelas, aguentei diversos adolescentes no ônibus. Fui compartilhando com eles seus cabelos estranhos e sotaque complicado para falar aos berros de assuntos passavam pelo professor, a aula, o tênis ... Portanto, amigos, evitem essa burrice. Do museu, voltem para o Centro ou explorem mais à região. Nada de cruzar a cidade. 

Resultado: cheguei ao parque por volta das 17h e encontrei tudo fechado. Sendo mais precisa, cheguei a Estação Oriente, essa aí da foto. Olhando para ela, que mais parece uma baleia, até que todo aquele trajeto não foi de todo ruim. A estação é linda, super moderna e enorme. É o ponto de confluência de toda a rede de transportes públicos que serve à zona oriental da cidade. Dali partem ônibus, trens e táxis, para todos os lados e direções. 

Shopping Vasco da Gama
Foto: Nara Franco
Pela arquitetura da estação, projetada pelo espanhol Santiago Calatrava e inaugurada em 1998, você logo vai notar que não está mais naquela Lisboa dos panos pendurados nas janelas e ladeiras. Essa é a parte moderna de Lisboa, com arranha-céus e auto-estradas. Saindo da estação você dá de cara com o Shopping Vasco da Gama e logo atrás dele está o famoso Parque das Nações. 

A revitalização do local se deu justamente pela construção do Parque e de um evento chamado Expo98. Mas deles falaremos adiante.

#ficaadica

Do Rossio, por exemplo, até o Parque das Nações não tem erro: pegue a linha vermelha e salte na estação Oriente. Isso se estivermos falando do Metrô. Viajando para Sintra ou Porto há também uma parada por lá.