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1 de agosto de 2011

Capela dita de D. Leonor

Voltando ao Museu Nacional do Azulejo depois de alguns posts onde falei de detalhes do Rossio, quero indicar especificamente uma visita a Capela Dita de D.Leonor ou Convento da Madre de Deus. Mesmo que você não curta azulejos, vale pagar e entrar para ver esse tesouro.

Um pouco de história: a fundação do Convento da Madre de Deus, no sítio de Xabregas, ficou a dever-se à vontade da Rainha D. Leonor (1458-1525) em construir um mosteiro dedicado, na sua origem, a Nossa Senhora dos Prazeres, para albergar freiras clarissas. 


Do traçado original do primeiro edifício do convento da Madre de Deus, permaneceu, no interior, uma sala com teto de alfarge (termo árabe que designa teto de madeira lavrado) emoldurado por um cordão.

D. Leonor fundou, em 1509, este conjunto monástico que pertencia à Casa da Rainha.
D. João III ordenou uma segunda remodelação, incumbindo o arquiteto Diogo de Torralva  uma nova igreja de maiores dimensões (1550), correspondente à atual, convertendo-se a velha igreja em Casa do Capítulo. Estas obras arrastaram-se até finais do século XVI.


O lugar é pequeno, mas lindo. Há altares como esse da foto, onde vemos Santo Antonio, misturando elementos barrocos emoldurados por grandes painéis de azulejo. Simplesmente deslumbrante. Durante o século XVII, a nave e a capela-mor foram decoradas por vários pintores, entre os quais se inclui André Gonçalves, autor de várias telas e também da pintura a óleo sobre tela do arco triunfal.

Entre 1698 e 1707, os pintores holandeses Jan van Oort e Willem van der Kloet produziram os painéis de azulejo da nave e da capela-mor. Fortemente danificado pelo terramoto de 1755, o altar-mor foi redesenhado por Felix Adauto da Cunha, conforme encomenda do rei D. José I.

Mesmo que tudo seja irrelevante diante da beleza do lugar, o importante é se deixar levar pelo clima silencioso do local, que mistura pintura, azulejos, trabalhos em madeira. Tudo de extremos bom gosto. Fim do passeio é hora de saborear um café ou comprar um mimo na loja de souvernir do museu, cujos preços são um pouco salgados. 



Source: [http://www.museumwnf.org/baroqueart/database_item.php?id=monument;BAR;pt;Mon11;2;pt&cp
]

Grandes questões da humanidade

Foto: Nara Franco

Sabe que até hoje não entendo o que significa esse aviso no Elevador da Bica. Oito na subida e dois na descida .. ou seja ... não sei .. Lanço o desafio a meus fiéis leitores que, conhecedores do funcionamento desse transporte tão popular em Lisboa, me ajudem a decifrar esse mistério.

E mesmo que seja para subir ou descer daqui pralí, andem nos elevadores, que não verdade variam entre elevadores de verdade e planos inclinados.

24 de julho de 2011

Confeitaria Nacional

Preciso falar dos doces portugueses? Esta singela vitrine aí ao lado é só uma amostra das delícias portuguesas que visitantes e moradores podem saborear nas muitas opções à disposição. E põe muitas nisso!
Esta foto tirei no Largo do Camões, num quiosque simples, sem garçons, que servem para uma pausa entre um passeio e outro. Eles são bem comuns nas praças de Lisboa. 
Doces com ovo são os meus preferidos e lá em Lisboa, confesso, tive problemas para segurar o ímpeto de come-los todos e de uma vez. Reforço: Portugal não é país para dietas!
E por falar em delícias e gostosuras lusas, recomendo um chá quentinho com os melhores doces portugueses na Confeitaria Nacional (Praça da Figueira 18B). A praça em si já vale o passeio pois nela está a estação Rossio do metrô. Nela também desembocam as três principais ruas do Chiado. Ponto central do bairro. 
A confeitaria é linda, um prédio belíssimo. No site, cujo link está no título deste post, há toda a história do lugar que funciona há 175 anos e algumas fotos. As especialidades da confeitaria são: Bolo-Rei, bolinhos de amêndoas, bolinhos de ovos e bolos secos. O primeiro, o famoso Bolo-Rei, começou a ser produzido no país na própria confeitaria. A receita, segundo eles, é secreta e tem mais de 100 anos na família Castanheiro, fundadora do local. Uma de-lí-cia!
Ah! o que eles chamam de bolo seco ou sortidos são biscoitos amanteigados. Divinos. Na companhia de um cafezinho são irresistíveis. O salão de chá da casa foi recentemente reaberto e vale muito bancar elegante no salão da confeitaria e tomar um senhor chá da tarde. 
Há salgados também. Mas quem quer saber de pão e queijo quando se olha na vitrine os pastéis de Belém, os Travesseiros de Cintra (massa folhada em formato de travesseiro com recheio de doces de ovos com amêndoas), os Toucinhos do Céu, os Papos de Anjo (originários das ilhas dos Açõres), os Dom Rodrigo (doce confeccionado com fios de ovos e recheado com doce de amêndoa originário do Algarve) e o famoso Guardanapo?
É amigos .. depois de tudo isso, tem que andar muito, gastar muita energia, porque uma ida a Portugal pede extravagâncias gastronômicas.  

Largo de Camões

O Chiado sob o olhar atento de Camões
Foto: Nara Franco
Já falei aqui da Rua Garrett, em Lisboa, que é o coração do Chiado. Volto a recomendar este local como destino aos viajantes. Destino para hospedagem, compras e gastronomia. Ali é o pólo cultural e intelectual da cidade, que mistura história e modernidade. A rua começa na Rua Nova do Almada e subindo, subindo, chega-se a esse largo aí do lado: Largo de Camões. 

Assim como Fernando Pessoa e Vasco da Gama, Camões recebe muitas homenagens por toda a cidade. Essa é uma das mais bonitas na minha opinião. Dei sorte por pegar um dia de frio, mas de céu azul e sol. Fui desbravar a parte Alta do Chiado começando por ali. 

Mas antes, no caminho, dê uma parada na Livraria Bertrand. Fundada em 1723, a Bertrand é hoje uma rede no país com mais de 50 filiais espalhadas em solo luso e na Espanha. Nela, escritores como Eça de Queiros, Antero de Quental e Ramalho Oritgão discutiam o futuro político e social de Portugal pelos idos de 1780. Um lugar histórico, certamente, que não despertará interesse assim em um olhar rápido. No entanto, caro leitor(a), se você é amante da boa literatura, vale uma paradinha ali para uma foto. 

Camões, do alto de seu monumento, diz "até" para o Chiado. Pois dele para frente, tudo se chama Bairro Alto, a região boêmia da cidade. 

Transporte público: linhas verde e azul na estação Chiado.

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22 de julho de 2011

Fernando Pessoa

Fernando Pessoa é um ícone português. Tudo em Lisboa para ter algum tipo de referência foi "frequentado" pelo escritor. São muitos os cafés e bares que o usam como chamariz de clientes. Apesar de não haver na cidade - pasmem! - um museu digno do escritor que Pessoa foi, há diversas manifestações artísticas em homenagem ao poeta.

Uma delas, a que achei mais divertida, está no Museu do Azulejo. O museu dedica boa parte do acervo aos azulejos antigos, mas há uma parte moderna que é bem interessante. Nela, encontrei esse Pessoa que divido com vocês.

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