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10 de julho de 2011

A Ginjinha

A primeira vez que li essa palavra, achei o máximo ter uma bebida com esse nome tão singelo. Acho que estava num dia bobo, sei lá. Atravessei o Atlântico na intenção de experimentar essa que é a bebida mais tradicional de Lisboa. 

Bebi? Não! Vergonha, né? Sabe-se lá porque não parei um belo dia para experimentar a Ginjinha. Talvez pelo aspecto do boteco que ficava próximo ao hotel e que era especializado em Ginja. Toda vez que eu passava por lá só tinha cara mal encarado e sei lá .. uma coisa é encarar os mal encarados conhecidos, outra é ter que se virar com mal encarados estrangeiros. 

Mesmo não podendo dar um depoimento na primeira pessoas, achei por bem escrever sobre a Ginjinha, pois você, caro leitor, não tem nada que ver com meu medo súbito dos mal encarados portugueses. Daí que eu fui pesquisar e achei o seguinte:

A Ginjinha, ou simplesmente ginja, é um licor obtido a partir da fermentação da fruta da ginja, similar à cereja. Depois de ler nem sei se me arrependi de não ter experimentado, pois detesto bebidas doces. É costume servie a Ginjinha com uma fruta curtida no fundo do copo, popularmente dito "com elas", ou, quando pura, "sem elas".

Onde beber?
Na Ginjinha Espinheira, no Largo de São Domingo 8, muito próximo da estação Restauradores do Metrô. Mapinha já adicionado, basta clicar. 

Agora eu pergunto: você já bebeu Ginjinha? Se bebeu, manda sua opinião pro blog!

Comer nas esplanadas é mais caro!

Acho até que já escrevi sobre isso nos primeiros posts que publiquei aqui no Bulhufas em Lisboa. Mas vou repetir porque ninguém é obrigado a ficar vasculhando o site, né? Ali pelo Rossio as opções de restaurante são muitas. Muitos restaurantes tem aquela "pinta" de pegadinha para turista. E são. Evite comer nas Esplanadas, como os portugueses chamam as mesas que ficam do lado de fora do restaurante. 

Abra uma exceção apenas para o Café Nicola, local tradicional da cidade e que merece um gasto mais. Contudo, sempre pergunte se sentar ao ar livre vai pesar no bolso. Afinal, quem tem boca vai a Roma e vai a Lisboa também. 

11 de abril de 2011

Café Nicola

Terra dos cafés, Lisboa oferece
ótimas opções. Como o Nicola e
A Brasileira (foto).
Foto: Nara Franco

Toda viagem requer método e organização. Gosto sempre de ler guias, conhecer o terreno onde irei pisar. Mas é importante ter em mente que viagens também são feitas para descansar e quebrar rotinas. Claro que sempre vale a pena tomar o café do hotel, já incluso na diária. Porém, ah! porém, nada como dormir até dizer chega e sair para tomar café sem compromisso, descubrindo novos lugares. 

Importante lembrar que férias é tempo de descansar e se você, como eu, fizer a besteira de andar como um camelo nos primeiros dias e ficar praticamente imobilizada de dor, dormir uma manhã sem compromisso é bem restaurador. 

Depois do dia pedreira em Belém e da noite regada à cerveja, acordei às 11h, tomei aquele banho e parti para o centro do Rossio. Chegando à Praça Dom Pedro IV procuro entre as muitas opções de restaurantes e cafés um bom lugar para sentar, beber um café (para esquentar porque fazia um frio medonho, apesar do sol) e matar a fome. Minha escolha foi o tradicionalíssimo Café Nicola, um ícone de Portugal. 

Mesmo com a tentação de ficar do lado de fora, corri para dentro pois o frio não dava trégua. A garçonete era super simpática e me recebeu cheia de sorrisos apesar do adiantado da hora. Pedi um expresso, que chegou no ponto, delicioso. Para comer, omelete. Detalhe importante: omelete em Portugal vem com batata frita. Então preste um pouco de atenção ao pedir. Eu devia ter perguntado antes o que vinha, porque comer batata frita de manhã (e só deixa de ser manhã quando eu almoço) não é algo que eu aprecie. Mas fui inocente achando que omelete lá é como aqui. Na verdade até é, mas vem com batata frita e uma saladinha de cenoura e beterraba raladas (que eu deixei no prato para uma super supresa da garçonete). 

Mas vamos falar um pouco do Café Nicola, que vale o café pela fachada art deco e balcão cheio de salgadinhos enormes e tentadores. Aberto desde 1929, o Nicola era ponto de encontro da intelectualidade lisboeta. O poeta Bocage era frequentador assíduo e hoje conta com uma estátua no local. Justa homenagem.

Foi uma ótima experiência que fechei com mais um café e água com gás. Delícia! Estava pronta para mais um dia de passeio.