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2 de junho de 2012

Buenos Aires

Foto: Nara Franco
De Lisboa para Buenos Aires. Meu primeiro post off-Europa será sobre o quintal brasileiro em que se tornou a capital argentina. Brasileiro é como praga: tem sempre um em algum lugar. Eu, particularmente, detesto encontrar brasileiro em viagem, porque fora do Brasil brasileiro fica mais carente, mais falante, mais saudoso, mais chato basicamente. Mas em Buenos Aires é IMPOSSÍVEL fugir aos milhares de brasileiros que lotam bares, hotéis e restaurantes. 
 
Ir à Argentina é um programa barato se comparado aos preço que pagamos para conhecer a Europa, por exemplo. Mas como o Brasil tem hoje um dos custos de vida mais caros do planeta, não temos nem mais como comparar se algo é caro ou barato na terra de Gardel. 
 
A crise econômica argentina torna tudo mais fácil. Mas é sempre bom ter cuidado e não exagerar. A inflação por lá anda salgada!
 
Se você não gosta de frio, Janeiro é um bom mês para conhecer a cidade. O clima é seco, faz calor, mas nada que se compare ao calor úmido do Rio de Janeiro, por exemplo. De noite fica bem fresquinho. Aconselhável levar um casaco. 
 
Buenos Aires é a capital, bem como a maior e mais importante cidade da Argentina, sendo a segunda maior área metropolitana da América do Sul, depois da Grande São Paulo. Apesar disso, não tem ares de uma cidade dura ou cinza como a capital paulista. Buenos Aires conta com muitos parques, ruas largas e poucos carros se compararmos com as cidades brasileiras. 
 
Está localizada na costa oriental do Rio da Prata e é um distrito federal autônomo. Chega-se a Buenos Aires pelo Aeroporto Internacional Ministro Pistarini, mais comumente conhecido por Aeroporto Internacional de Ezeiza, ou simplesmente Ezeiza. É um lindo aeroporto, recém-reformado e com um free shop dos deuses. Não preciso dizer que os brasileiros piram ali, né?
 
Ezeiza fica 35 quilômetros de centro da capital argentina e minha recomendação é que você não ecoomize e vá de táxi até a capital. Até a Recoleta, por exemplo, são 40 minutos. A corrida é salgada, em torno de 100 dólares, mas procure os terminais dentro do aeroporto para pegar o táxi e já saia com a corrida paga e com recibo na mão. Os táxis que ficam na porta do aeroporto não são considerados tão honestos, digamos assim. 
 
Informações úteis:
- A taxa de embarque para passageiros de vôos internacionais que partem do Aeroporto de Ezeiza é de US$ 41,50, enquanto a taxa de embarque doméstico é de $15,50 + IVA. 
 
- As Aerolíneas Argentinas tem seu próprio terminal com 24 balcões de check-in.TAM e Gol também contam com vôos diretos para a capital argentina.

Mudamos!

Pois é, amigos. Mudamos. Agora somos globalizados. Nada de ficar restritos à Lisboa. Bulhufas é do mundo! Vou dividir com vocês todas as minhas viagens e tentar ajuda-los a programar uma ida a qualquer um desses lugares que conheço.

Em breve teremos um twitter para uma maior interação entre os viajantes da blogosfera e para que possamos trocar mais idéias sobre os lugares que visitamos. 

Espero receber a sua dica, o seu roteiro, uma foto de algum lugar que você tenha conhecido por aqui. 

:)


23 de abril de 2012

Casa Fernando Pessoa

No meu último dia em Lisboa o que fazer? Em geral, ficamos cansados, já visitamos os principais pontos turísticos da cidade e já estamos a procura de novidades. Neste dia, prester a ir ao Porto, desisti de ir a Óbidos e fui conhecer o Campo de Ourique. Não fui. Deu preguiça. Preferi conhecer a Casa Fernando Pessoa. Andei muito. Estava num dia meio tonta, sei lá. Na verdade essa parte de Lisboa é muito residencial e você acaba ficando sem referência. 

Chegando à casa descobri que estava no Campo de Ourique! Achava eu que o tal campo era um lugar específico quando me dei conta que o campo é um bairro enorme. Uma das atrações é a casa. Que por fora é linda, linda, com trechos de textos de Pessoa pintados na fachada. Inaugurada em Novembro de 1993, a Casa Fernando Pessoa foi concebida pela Câmara Municipal de Lisboa como um centro cultural destinado a homenagear Fernando Pessoa e a sua memória na cidade onde viveu e no bairro onde passou os seus últimos quinze anos de vida, Campo de Ourique. A casa é simples. Não espera grandes exposições ou materiais sobre o escritor. 

É um pequeno centro cultural que, de certa forma, frustra o visitante. Mas, para os amantes das letras, sempre vale a pena saber um pouco mais sobre a vida de Pessoa. Funciona de segunda a sexta das 10h as 18h e tem entrada gratuita.   

Endereço: 
Rua Coelho da Rocha, 16 Campo de Ourique 1250-088 Lisboa 
Tel.: +351 213 913 270 
E-mail: cfp@cm-lisboa.pt 

A programação pode ser conferida no site e pode ser uma boa opção de programa.

Bulhufas pelo Mundo

Amigos leitores sou uma desnaturada que deixa voces na mão. Eu tinha prometido trazer para cá novidades todos os dias. Mas voces sabem como o dia a dia pode ser massacrante, não? Andei por uma período sabático e decidi tornar este espaço mais global. Ainda tenho algo a postar sobre Lisboa, mas assim que partirmos rumo ao Porto, Bulhufas em Lisboa passará a se chamar Bulhufas pelo Mundo. Assim, ficarei mais livre para postar sobre todos os lugares que já visitei, inclusive no Brasil. Que tal? Minha estadia em Lisboa está chegando ao fim e ainda tenho alguns detalhes a postar aqui. Não me abandonem!!!!!

14 de março de 2012

Óbidos

Leitores amigos sei que estou super em falta com voces, mas estive atribulada com uns problemas pessoais que, graças a Deus, já se resolveram. Prometo trazer novidades aqui todos os dias e agora é sério!

Hoje vou falar de um lugar que não fui, mas que parece ser imperdível para quem está indo ou já está em Portugal: Óbidos. Viagens são feitas de escolhas e essa foi uma das mais difíceis que tive que fazer. Optei por não ir e não me arrependo, pois pretendo voltar a Portugal outras vezes. Contudo, o fato de eu não ter ido a Óbidos não me impede de falar sobre o local e recomenda-lo. 

Óbidos é uma vila localizada no distrito de Leiria. Tem um pouco mais de três mil habitantes e é aquele passeio de um dia só. Chegue pela manhã e vá embora à tarde/começo de noite. Seu nome não deriva de "óbitos" como muitos podem pensar, mas sim do termo latino oppidum, signiicando "cidade fortificada". Reza a lenda que teria sido tomada pelos mouos em 1148 (fonte Wikipedia) e recebido a primeira carta de foral em 1195. Fez parte do dote de inúmeras raindas de Portugal, entre elas Leonor de Portugal, mulher de D.João II.

Tudo sobre a vila pode ser encontrando neste site - http://www.obidos.pt - que além de completo, conta com belas imagens. A grande questão é como chegar lá e o site explica como proceder de carro, trem e até de táxi. Minha dica é: vá a Óbidos de Lisboa e não do Porto, por exemplo. É bem mais longe. Ah! Se você quiser dormir na cidade, há opções de hospedagem. 

Portanto, caro leitor, se você conhece Óbidos, mande sua experiência para a gente. Se ainda não conhece depois nos conte como foi.