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27 de novembro de 2011

Museu da Cidade

Uma vez que você foi até o lado norte de Lisboa conhecer o Jardim do Campo Grande, que tal dar um pulo no Museu da Cidade? Como o nome já diz, o local é dedicado à preservação da história da cidade. Ok .. pode não ser a coisa mais interessante do mundo, mas uma vez estando nessa região, cercada de faculdades e repleta de estudantes, por que não dar uma olhada na história de uma das cidades mais antigas do mundo?

O museu foi inaugurado em 1942. Não no local onde está hoje. Para o Campo Grande o acervo só foi em 1979. Como todo bom museu há exposições temporárias e permanentes. Mas tudo diz respeito à cidade. Lá o visitante pode ver a Lisboa pré-terremoto de 1755, toda em 3D. Para conferir o acervo paga-se 2 euros.  

O Museu da Cidade tem uma coleção bem grande e diversificada. São pinturas, cartografias, desenhos, gravuras, objetos de arqueologia, azulejaria e maquetes. O objetivo é mostrar a evolução histórica de Lisboa desde o período da Pré e Proto-história até aos primeiros anos do séc. XX. 

O que eu recomendo?

- Lisboa, centro do Império - séculos XV e XVI
Como ex-colônia portuguesa, o Brasil tem muita relação com este período poderoso do país, que à época era de fato o centro do mundo. Enriquecida com a comercialização dos produtos chegados do Oriente, Lisboa sofre nesse período grandes transformações urbanas. Com a construção do Palácio da Ribeira, o Terreiro do Paço torna-se a principal praça da cidade e o centro político e econômico de Lisboa e do Reino.

Torre de Belém - Óleo s/ telaJohn Thomas Serres1811


Intramuros, Lisboa mantém as características de burgo medieval, com a frente ribeirinha marcada pelo Terreiro do Paço e pela Ribeira Velha, onde se localiza a Casa dos Bicos, importante exemplar da arquitectura palaciana portuguesa de quinhentos.
Da maior parte dos monumentos construídos neste período que a engrandeceram, destacam-se a Torre de Belém e o Mosteiro dos Jerónimos, exemplos emblemáticos da Arte Manuelina.


 
Entrada gratuita: domingos entre 10h e 13h. 
Como chegar?De Metrô: Linha verde / estação Campo Grande
De ônibus: linhas 7, 36, 47, 78, 96, 106, 108, 701, 738, 745, 750, 767, 777

Horário
Terça a Domingo das 10h às 13h e das 14h às 18h
Fecha às segundas e feriados

26 de novembro de 2011

Jardim do Campo Grande

Vamos dar uma escapada para além do centro de Lisboa e conhecer um pouco das áreas verdes da cidade. Um passeio bem legal é o Jardim do Campo Grande, localizado na freguesia de Campo Grande, ao norte de Lisboa. Este jardim situa-se em uma das antigas entradas da cidade e tem uma área de 15 hectares. Começou a ser construído em 1801, ao estilo do passeio romântico, segundo projeto do Conde de Linhares, após as ordens do Príncipe Regente D.João . 

O jardim era o Antigo Passeio Público no século XVI e naquela época era local de feiras, como a Feira do Campo Grande ou das Nozes que chegava a durar dois meses. Sua plantação foi  inspirada no estilo de Passeio Romântico e remonta ao século XIX, no reinado de D. Maria I. 

Em 1945, o arquiteto Francisco Keil do Amaral elaborou a primeira remodelação, com ampliação do jardim e introdução de novos equipamentos, sendo o mais significativo a Piscina do Campo Grande. Em 1979, foi construído na parte central o Centro Comercial Caleidoscópio. 

Lago do Jardim do Campo Grande
Este é um passeio para viajantes com tempo ou amantes da botânica. Ideal para dias quentes. Uma boa pedida é fazer ali um piquenique. No jardim há diversos exemplares de plantas, alguns bastante raros, como palmeiras das Canárias, pinheiros, eucaliptos, acácias, amoreiras de papel, figueiras, pimenteiras, tílias, incenso, jacarandá, grevídea, bordo e castanheira da índia vermelho, etc. 

Como chegar?
Saindo da Baixa, da Praça Dom Pedro IV, a melhor opção é o Metrô. Pegue a linha Verde, direção Telheiras e salte na estação Campo Grande. O tempo estimado do percurso é de 20 minutos. 

Não há linhas de ônibus. 


25 de novembro de 2011

Bica do Sapato e outras modernidades

Portugal vive dias conturbados devido a crise econômica européia, mas ainda é um ótimo destino para viagens. Lisboa acabou ser eleita a "Cidade Européia de 2012", prêmio concedido pela Academia de Urbanismo baseada em Londres. O que isso quer dizer?

A academia é um órgão independente, autônomo, composta por 500 pessoas de vários países. Todas elas, claro, envolvidas ou atuantes em questões ligadas a urbanismo e desenvolvimento de cidades. Lisboa concorreu com outras 14 cidades que foram visitadas pelos integrantes da Academia ao longo de todo o verão. A capital portuguesa se destacou pela ações em desenvolvimento sustentável e melhorias de seu equipamento urbano. 

De fato, Lisboa "resolve" muito bem questões históricas com o crescimento do turismo e das demandas de uma cidade moderna. A Baixa com seus castelos, roupas penduradas nas janelas e bondes mantém o ar nostálgico sem abrir mão da modernidade. Fato que algumas cidades brasileiras podiam aprender. 

E por falar em modernidades, confessarei aqui um dos grande arrependimentos de minha ida à Lisboa: não fui ao restaurante Bica do Sapato. Erro gravíssimo. Esse é um dos restaurantes mais badalados de Lisboa e tem como um de seus proprietários o ator John Malkovich. O site do restaurante já é um charme e passear por ele me dá um certa dorzinha no coração. Mesmo caro para os meus padrões, poderia ter feito um esforço. 

Mas não fiz e a vida continua. Indico aos amigos e amigas que me lêem aqui. Indico de olhos fechados pois, além de badalado, o Bica do Sapato é reconhecido pela ótima comida servida em suas dependências. Não façam como eu, hein? Corram para o Bica e depois em contem como foi.

;)

4 de novembro de 2011

Lisboa de bicicleta

Agora que o Rio ganhou um novo sistema de aluguel de bicicletas, nada mais politicamente correto que sugerir um passeio pela capital portuguesa by bike. Lisboa tem uma rede de ciclovias interessante. Uma boa dica é andar pela zona ribeirinha de Belém ao Cais do Sodré. Uma outra opção mais moderna é a pista do Parque da Nações. Igualmente à beira do Tejo, é um passeio por um pedaço mais moderno da cidade. 

Se você curte algo mais ecológico, opte pelo jardim do Campo Grande, pela ciclovia de Entrecampos. Uma vez lá, visite o Museu da Cidade e o Museu Bordalo Pinheiro, localizados nas imediações do jardim. Para quem gosta de adrenalina e de percursos mais radicais, o Parque Florestal de Monsanto dispõe de uma rede de pistas, com uma extensão de quase 42 km.

As ligações entre as ciclovias podem ser realizadas via transportes públicos, que permitem a circulação de bicicletas gratuitamente. No Metropolitano de Lisboa, vulgo Metrô, dá para entrar com as bicicleta nos fins-de-semana e dias úteis após as 20h. 

Já a Carris disponibiliza o serviço Bike Bus, que abrange as seguinteslinhas :
  • 21 - Saldanha - Moscavide Centro; 
  • 25 - Estação do Oriente – Prior Velho;
  • 31 - Av. José Malhoa - Moscavide Centro; 
  • 708 - Martim Moniz – Parque das Nações; 
  • 723 - Desterro – Algés; 
  • 724 - Alcântara – Pontinha.

Para começar já a pedalar, basta alugar uma bicicleta numa das empresas especializadas, como bikeiberia.com- LisbonHub, Squarelines, Tejo Bike e Guincho Adventours.

31 de outubro de 2011

A lenda do Galo de Barcelos

Não se interessa se você acha cafona ou que vai joga-lo no fundo de uma gaveta e nunca mais ve-lo ao voltar ao Brasil. Mas ir a Lisboa e não voltar com um Galo de Barcelos na bagagem é como vir ao Rio de Janeiro e não beber um chope. 

O Galo de Barcelos é "o" símbolo português. Você vai encontrar desde imã de geladeiras a canecas, pratos e galinhos mesmo. O meu é uma mistura de Galo de Barcelos com Fernando Pessoa. Um luxo. 

Mas para entender porque o Galo fala à alma dos portugueses, vamos entender um pouco da lenda que fez desse galinho colorido um símbolo nacional. Reza a lenda que os habitantes de Barcelos andavam alarmados com um crime. E ninguém sabia quem era o responsável pelos atos. Certo dia, apareceu um galego que se tornou suspeito. As autoridades resolveram prendê-lo, apesar dos seus juramentos de inocência. O galego estava de passagem em peregrinação a Santiago de Compostela, em cumprimento de uma promessa. Condenado à forca, o homem pediu que o levassem à presença do juiz que o condenara. Concedida a autorização, levaram-no à residência do magistrado, que nesse momento jantava com alguns amigos. 

O galego voltou a afirmar a sua inocência e, perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa e exclamou: "É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem."

O juiz empurrou o prato para o lado e ignorou o apelo, mas quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou. Compreendendo o seu erro, o juiz correu para a forca e descobriu que o galego se salvara graças a um nó mal feito. O homem foi imediatamente solto e mandado em paz.